quinta-feira, 3 de abril de 2014

O tempo passa, o tempo voa...

Segunda-feira agora (31/03) foi meu aniversário, e devo dizer que me sinto ligeiramente diferente, mas o mesmo. Explico, pessoalmente não tenho o hábito de chorar quando sinto emoções positivas, no entanto este ano foi diferente, recebi uma ligação de minha mãe por volta das 08:35, me desejando feliz aniversário e tudo mais, confesso que senti um aperto no peito por conta do tom da voz dela, cheguei a deixar correr algumas lágrimas. A noite, festejei junto a minha família e quase deixei correr as lágrimas novamente. No dia 01/04 alegrei-me junto a meus amigos de longa data comendo pizza e jogando conversa fora. No dia 02/04 foi aniversário de minha irmã e pelo simples fato de tentar escrever uma mensagem, quase fui ás lágrimas novamente.
Às vezes me pego pensando sobre mim mesmo, não lembro se já o disse mas considero-me meu mais apurado campo de estudo. Surpreendo-me ao ver o quanto minha mente era diferente do que é agora, como minha compreensão do universo e tudo mais era distinta, penso que minha mente era espacialmente menor, sorrio brevemente ao lembrar de como pensava, falava, sentia... não digo que fiquei melhor agora, apenas diferente, afinal o dever moral de um ser superior (mental ou intelectualmente) é conduzir aquele que não dispõe de tal entendimento à luz do conhecimento, mesmo que tal ser seja eu mesmo :-)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Fecho meus olhos e deixo a mente vagar por locais desconhecidos...

Fecho meus olhos e deixo a mente  vagar por locais desconhecidos, vejo a minha frente mundos antes nunca vistos, paragens idílicas onde apenas o sonho ousou tocar, descortinam-se universos de luz emergindo das trevas primervas.
Sinto em meu corpo cada átomo do universo, toco as estrelas, estou nelas e elas em mim, em uma fração de segundo de tempo imensurável posso sentir toda a existência, inicio, fim e meio simultaneamente  passam através de meu corpo que já não mais existe fisicamente.
Estou vivendo cada instante da história da terra, estou no princípio deste planeta, movo-me violentamente com o fogo e com a lava primeira, sinto-me aos poucos resfriar e umedecer. As águas cobrem-me grande parte de meu corpo, passado uma infinidade de tempo, sinto a vida a pulsar em e sobre mim. Presencio o surgimento de toda a vida na terra, sua transformação.
Sofro com as sucessivas extinções,  alegro-me imensamente com o renascimento da vida, após incontáveis eras, surge uma nova espécie, sou eu, somos nós humanos surgidos nas savanas do que logo será conhecido como África.
Em um piscar de olhos, avanço rumo ao futuro incerto, onde aquela espécie tão bela extinguiu-se muito tempo atrás, vislumbro nosso sol, que por éons incontáveis iluminou e aqueceu a terra, morrer lentamente, explodir e expandir-se em uma gigante vermelha engolindo nosso planeta. Movo-me para além do espaço-tempo quadridimensional e vejo as estrelas apagando-se uma a uma lentamente, a entropia venceu. Ao assistir a última estrela apagar-se lembro de quando tudo surgiu, quando o universo veio a existência, lembro com carinho de cada sol que surgia, dos planetas que nasciam circundando-os...
Abro meus olhos

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

2013 já foi, que venha 2014

Bem mais um ano que acaba, um novo que se inicia e com isso surgem as dúvidas: fiz tudo o que queria? fiz aquilo que precisava? o que me espera neste ano que inicia?
Não sei você caro(a) leitor(a), mas minha mente sempre é permeada por esses pensamentos. Este ano como todos os outros teve seus momentos ruins, teve claro momentos bons, mantive a saúde, o emprego, não abandonei a universidade (não vou dizer que tal não passou por minha mente) contínuo solteiro (em verdade não sei se isso é bom ou ruim...) estive junto de minha família, de meus amigos, segurei meu 3 sobrinho nos braços e nenhum filho, retomei o contato com minha amiga K, enfim, ocorreu muita coisa neste ano.
O que espero do ano vindouro? Um emprego melhor, com um salário bom (não vou ser hipócrita de dizer que não quero dinheiro, preciso disso pra comprar vídeo-games e outras coisinhas mais), uma parceira/companheira, afinal tenho necessidades emocionais também. Ou seja, não almejo nada grandioso, apenas ter o suficiente para viver de forma confortável.
Quero também algumas mudanças em mim mesmo, ter mais tolerância com as pessoas a meu redor, compreender aqueles que me cercam, esquecer menos as coisas, saber quais batalhas devo lutar e quais devo evitar, quero ser menos preguiçoso física e mentalmente.
Meu chefe me perguntou se posso trabalhar com ele no recesso, eu esperei o ano todo por esse descanso, pra poder não acordar cedo, não estudar, não trabalhar, curtir meu ócio um pouco. A questão e que estou pensando em aceitar, não (só) pelo dinheiro, mas pelo fato que detesto deixar algo inacabado, e detesto negar ajuda a que me a pede. Antes que me esqueça, no ano que vem, tem tcc, então provavelmente terei muitas noites mal dormidas, dias corridos sem tempo para coisas triviais como comer por exemplo, tenho disciplinar para pagar, sei que deve parecer um tanto estranho vindo de mim, mas tenho fé que as coisas darão certo a seu tempo. Por hora, encerro aqui meus pensamentos. Feliz natal, feliz ano novo e vejamos o que 2014 nos reserva.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Procura-se um amor... ou novos tempos

Hoje no ônibus, naquele momento entre o sono e a consciência, cheguei a algumas conclusões:
1 - deveria nomear isso como um anuário, visto que só o atualizo a cada ano;
2 -  existem diferenças mui grandes entre o que meu eu emocional deseja e o que meu eu racional crê ser plausível. Meu eu emocional anela por ter alguém a seu lado e teme findar essa existência solitário, já meu eu racional pensa que me habituei a viver sozinho, reflexo de ter por assim dizer, terminado meu desenvolvimento psíquico sem a presença de pais ou irmãos, e com contato insuficiente com  outras pessoas.
Admito que ambos possuem argumentos válidos, entretanto tenho de argumentar que não tenho tolerância a futilidades e assuntos mundanos, o que infelizmente  embasa o entendimento de boa parte das pessoas, não só as garotas mas as pessoas em geral estão mais preocupadas com seus umbigos que em evoluir mental e emocionalmente.
Tomo como exemplo bem claro disso o fato de as pessoas terem perdido a mínima noção do ridículo, pois querem sair para a balada pegar geral e exigir que o outro aceite e não faça o mesmo
Entendo que como ser que almeja evoluir, devo demonstrar compaixão para com aqueles que não estão iluminados. Sei que é um comportamento que demonstra soberba e superioridade de minha parte, e por isso estou buscando eliminar de mim tais sentimentos, para poder ter uma contemplação plena do mundo, sem julgar ou condenar qualquer pessoa.

Ainda no mesmo ensejo, na semana passada, estive com alguns amigos de longa data, conversamos sobre diversos assuntos, dentre os quais o atual estado de algumas coisas. Por exemplo, alguns anos atrás, nos reuníamos na praça para jogar RPG e conversar, tinham as rodas de ROCK, crianças corriam pelo lugar. Hoje presenciamos algumas daquelas crianças rebolando e dançando em uma roda de FUNK, algo que nem em minhas previsões mais pessimistas havia contemplado. Os pré-adolescentes ultimamente tendem a iniciar sua adultização cada vez mais cedo, sem claro querer as responsabilidades inerentes a vida adulta.
Mui vezes me sinto como se pertencesse  a outra época, uma época onde as coisas faziam sentido, sinto-me deslocado temporalmente com relação ao mundo em que vivemos hoje. Bem, outrora mais escreverei.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

As sem-razões do amor


Carlos Drummond de Andrade

 

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

 

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

 

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

 

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.