terça-feira, 15 de maio de 2012
Recebi uma ligação estranha hoje (14052012:2336) era uma garota que disse que me achou interessante e pegou o número do meu telefone com uma amiga, que suponho ser amiga minha também, vez que possui meu telefone. A tal pessoa se não quis identificar e tão pouco falar com quem conseguiu meu número.
Fato 1- talvez não tenha conseguido meu telefone com alguém mui próximo de mim, pois meus amigos mais íntimos sabem que não atendo ligações privadas;
Fato 2 - não fui informado que meu número havia sido requisitado;
Fato 3 - quem bem me conhece sabe o básico de minha vida, tipo o que faço e com quem vivo. Por isso me causou estranheza tal ligação.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade
Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.
O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pesso
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.
O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pesso
sábado, 10 de março de 2012
Acerca de emoções
Muitas vezes as pessoas me perguntam o que espero do futuro, sabe planos
e tudo mais, e respondo que não tenho planos certos e que não me
planejo para além de seis meses, isso é fato. Em um mundo onde cada vez
mais as pessoas estão afastando-se umas das outras, cada vez mais
buscando símbolos de status social, eu ando na contramão e busco me desapegar das coisas do mundo.
Se deve perguntando estar você se não desejo bens materiais, ou um emprego melhor, ou uma família - filhos , esposa, papagaio, periquito etc - e minha resposta solene é sim, eu ainda anelo por tais cousas, entretanto não pauto minha vida pela busca desenfreada de algo que me não irá como pessoa engrandecer, é bom ter dinheiro,claro que sim, desde que seja fruto de meu suor, de minhas lutas; esse desapego as coisas que a maioria dos humanos desejam é mui libertadora, pois me permite ver o que realmente motiva as pessoas, o que as leva a seguir adiante. Certa vez li uma frase atribuída a Albert Einstein: "Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor", tal se mostra de grande verdade posto que incontáveis pessoas buscam a riqueza e o sucesso material a todo custo, mesmo que isso cause sofrimento ou mesmo mate a alguém; essas pessoas são incapazes de demonstrar compaixão para com o seu próximo, e esse é um dos motivos pelos quais eu tanto me afastado tenho da condição humana.
Esse afastamento se dá sobretudo no âmbito emocional, sim eu ainda tenho sentimentos e emoções, entretanto essas faculdades são como lembranças distantes, muitas vezes perdidas em minha mente. Por exemplo, ao lembrar de algo de minha infância, sinto como se devesse ter alguma emoção no entanto eu lembro vagamente o que senti. Ainda assim posso me comover com a situação de outrém, algo que muitas pessoas ignoram pois estão ocupadas demais em seus mundinhos onde só existe o status social, as festas, o dinheiro. Por hora encerro, meus pensamentos estão a ficar mais confusos que o normal.
Se deve perguntando estar você se não desejo bens materiais, ou um emprego melhor, ou uma família - filhos , esposa, papagaio, periquito etc - e minha resposta solene é sim, eu ainda anelo por tais cousas, entretanto não pauto minha vida pela busca desenfreada de algo que me não irá como pessoa engrandecer, é bom ter dinheiro,claro que sim, desde que seja fruto de meu suor, de minhas lutas; esse desapego as coisas que a maioria dos humanos desejam é mui libertadora, pois me permite ver o que realmente motiva as pessoas, o que as leva a seguir adiante. Certa vez li uma frase atribuída a Albert Einstein: "Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor", tal se mostra de grande verdade posto que incontáveis pessoas buscam a riqueza e o sucesso material a todo custo, mesmo que isso cause sofrimento ou mesmo mate a alguém; essas pessoas são incapazes de demonstrar compaixão para com o seu próximo, e esse é um dos motivos pelos quais eu tanto me afastado tenho da condição humana.
Esse afastamento se dá sobretudo no âmbito emocional, sim eu ainda tenho sentimentos e emoções, entretanto essas faculdades são como lembranças distantes, muitas vezes perdidas em minha mente. Por exemplo, ao lembrar de algo de minha infância, sinto como se devesse ter alguma emoção no entanto eu lembro vagamente o que senti. Ainda assim posso me comover com a situação de outrém, algo que muitas pessoas ignoram pois estão ocupadas demais em seus mundinhos onde só existe o status social, as festas, o dinheiro. Por hora encerro, meus pensamentos estão a ficar mais confusos que o normal.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Divagações sobre o tempo
Dando continuidade minha série de devaneios, aproveito para divagar
sobre minha percepção de tempo. Do ponto de vista humano o tempo é
contínuo e imutável, entretanto o
tempo (o curso dele) é feito de instantes separados, você então se pergunta: se é assim que o tempo corre, porque é que eu percebo uma continuidade no tempo? Vemos o universo da maneira como o vemos pois é como o podemos perceber, nossa percepção está limitada por nossa existência quadridimensional (três dimensões de espaço e mais o tempo) por isso não podemos contemplar o universo em toda sua complexidade. Simples não?
Explicando melhor o trecho anterior: o universo em que vivemos existe em mais de quatro dimensões, o número de dimensões está entre 11 e 26, e isso interfere no modo como o fluxo de tempo nos parece, é de conhecimento geral que quanto mais próximo a velocidade da luz nos movemos, mais lentamente o tempo passa para nós, portanto como Einstein em sua teoria da relatividade já dizia o tempo é relativo, depende do observador, por exemplo para um humano cem anos são uma eternidade, enquanto que para o nosso universo cem anos são nada.
Outro fato mui interessante é a pluraridade do que conhecemos por universo, possivelmente você caro(a) leitor(a) já ouviu falar sobre universos paralelos, entretanto
Explicando melhor o trecho anterior: o universo em que vivemos existe em mais de quatro dimensões, o número de dimensões está entre 11 e 26, e isso interfere no modo como o fluxo de tempo nos parece, é de conhecimento geral que quanto mais próximo a velocidade da luz nos movemos, mais lentamente o tempo passa para nós, portanto como Einstein em sua teoria da relatividade já dizia o tempo é relativo, depende do observador, por exemplo para um humano cem anos são uma eternidade, enquanto que para o nosso universo cem anos são nada.
Outro fato mui interessante é a pluraridade do que conhecemos por universo, possivelmente você caro(a) leitor(a) já ouviu falar sobre universos paralelos, entretanto
Não pretendo de modo algum mudar a opinião de quem quer que seja, simplesmente aqui expresso minha visão de mundo, afinal de contas é para isso que criei este blog. Muito mais eu pretendia escrever, mas por hora me falham as idéias. Encerro por aqui.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Apenas diga estou aqui
"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor... Não precisamos da
paixão desmedida... Não queremos beijo na boca... E nem corpos a se
encontrar na maciez de uma cama... Há certas horas, que só queremos a
mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao
lado... Sem nada dizer... Há certas horas, quando sentimos que estamos
pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a
brincar com a gente, a nos fazer sorrir... Alguém que ria de nossas
piadas sem graça... Que ache nossas tristezas as maiores do mundo... Que
nos teça elogios sem fim... E que apesar de todas essas mentiras úteis,
nos seja de uma sinceridade inquestionável... Que nos mande calar a
boca ou nos evite um gesto impensado... Alguém que nos possa dizer: Acho
que você está errada, mas estou do seu lado... Ou alguém que apenas
diga: Sou seu amor! E estou Aqui!"
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