segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Rebeldes sem causa.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Tempo e chances...
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Amar Completamente
Muda a cidade de dimensão
Novas sensações, novas reflexões na mente
A história se repete, sim, eu sei
Minha mão com a tua encostou
Parece como ontem e sempre, mais não
Segue muito mais em minha vida
Cada dia uma nova cor me dá
Em cada gesto em cada fantasia
No seu sorriso de melancolia
Como um trem correndo em minha direção
Com minhas emoções e os mil "se"
Teu olhar é uma carícia a mais
Sabe em meus sonhos como entrar
Tudo vai depressa entre os dois
Você não me pertence, nem eu a você
Como não nos damos tempo
Para amar completamente
Se você prestou ao menos atenção
É o que talvez você não quer
Te observo mas não consigo te ver
Segue muito mais em minha vida
Entre os meus silêncios, mais além
Com um sopro de serenidade
Amanhecer de uma nova liberdade
Isso que antes eu nunca compreendi
Claro frente aos meus olhos, por fim eu vi
Me olha de novo como antes
Faz voar meus sonhos outra vez
Se te colocam os olhos grande como de uma criança
Não é impossível, saberás amar completamente
Plenamente
Isso que antes eu nunca compreendi
Claro frente aos meus olhos, por fim eu vi
Seu olhar é uma carícia a mais
Chega onde nenhum outro pôde estar
Estar...
Ausência
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande
íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Carlos Drummond de Andrade
Canção de Amor da Jovem Louca
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)
Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)