sábado, 10 de março de 2012

Acerca de emoções

Muitas vezes as pessoas me perguntam o que espero do futuro, sabe planos e tudo mais, e respondo que não tenho planos certos e que não me planejo para além de seis meses, isso é fato. Em um mundo onde cada vez mais as pessoas estão afastando-se umas das outras, cada vez mais buscando símbolos de status social, eu ando na contramão e busco me desapegar das coisas do mundo.
Se deve perguntando estar  você se não desejo bens materiais, ou um emprego melhor, ou uma família - filhos , esposa, papagaio, periquito etc - e minha resposta solene é sim, eu ainda anelo por tais cousas, entretanto não pauto minha vida pela busca desenfreada de algo que me não irá como pessoa engrandecer, é bom ter dinheiro,claro que sim, desde que seja fruto de meu suor, de minhas lutas; esse desapego as coisas que a maioria dos humanos desejam é mui libertadora, pois me permite ver o que realmente motiva as pessoas, o que as leva a seguir adiante. Certa vez li uma frase atribuída a  Albert Einstein: "Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor", tal se mostra de grande verdade posto que incontáveis pessoas buscam a riqueza e o sucesso material a todo custo, mesmo que isso cause sofrimento ou mesmo mate a alguém; essas pessoas são incapazes de demonstrar compaixão para com o seu próximo, e esse é um dos motivos pelos quais eu tanto me afastado tenho da condição humana.
Esse afastamento se dá sobretudo no âmbito emocional, sim eu ainda tenho sentimentos e emoções, entretanto essas faculdades são como lembranças distantes, muitas vezes perdidas em minha mente. Por exemplo, ao lembrar de algo de minha infância, sinto como se devesse ter alguma emoção no entanto eu lembro vagamente o que senti. Ainda assim posso me comover com a situação de outrém, algo que muitas pessoas ignoram pois estão ocupadas demais em seus mundinhos onde só existe o status social, as festas, o dinheiro. Por hora encerro, meus pensamentos estão a ficar mais confusos que o normal.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Divagações sobre o tempo

Dando continuidade minha série de devaneios, aproveito para divagar sobre minha percepção de tempo. Do ponto de vista humano o tempo é contínuo e imutável,  entretanto o tempo (o curso dele) é feito de instantes separados, você então se pergunta: se é assim que o tempo corre, porque é que eu percebo uma continuidade no tempo? Vemos o universo da maneira como o vemos pois é como o podemos perceber, nossa percepção está limitada por nossa existência quadridimensional (três dimensões de espaço e mais o tempo) por isso não podemos contemplar o universo em toda sua complexidade. Simples não?

Explicando melhor o trecho anterior: o universo em que vivemos existe em mais de quatro dimensões, o número de dimensões está entre 11 e 26, e isso interfere no modo como o fluxo de tempo nos parece, é de conhecimento geral que quanto mais próximo a velocidade da luz nos movemos, mais lentamente o tempo passa para nós, portanto como Einstein em sua teoria da relatividade já dizia o tempo é relativo, depende do observador, por exemplo para um humano cem anos são uma eternidade, enquanto que para  o nosso universo cem anos são nada.

Outro fato mui interessante é a pluraridade do que conhecemos por universo, possivelmente você caro(a) leitor(a) já ouviu falar sobre universos paralelos, entretanto 

Não pretendo de modo algum mudar a opinião de quem quer que seja, simplesmente aqui expresso minha visão de mundo, afinal de contas é para isso que criei este blog. Muito mais eu pretendia escrever, mas por hora me falham as idéias. Encerro por aqui.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Apenas diga estou aqui

"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor... Não precisamos da paixão desmedida... Não queremos beijo na boca... E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama... Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado... Sem nada dizer... Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir... Alguém que ria de nossas piadas sem graça... Que ache nossas tristezas as maiores do mundo... Que nos teça elogios sem fim... E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável... Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado... Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errada, mas estou do seu lado... Ou alguém que apenas diga: Sou seu amor! E estou Aqui!"

sábado, 15 de outubro de 2011

Da educação no Brasil

Hoje (14.10.2011) na aula de português instrumental debatemos os prós e contras da avaliação escrita na educação. No momento do debate não me quis pronunciar e mostrar meu ver sobre a situação. Pois bem, meus estimados colegas explanaram brilhantemente suas opiniões e apenas quero acrescentar algumas coisas que não foram faladas por falta de tempo.

1 - a avaliação escrita é um instrumento válido na educação, no entanto não do modo estrito como é apresentada nas salas de aula, posto que não reflete a totalidade das capacidades do educando, pois em uma avaliação dita argumentativa pouca ou nenhuma valia é dada a vivência extraclasse do indivíduo. Tomemos um exemplo prático: se o professor pergunta Quem descobriu o Brasil? Existe apenas uma resposta correta que é Pedro Álvares Cabral, ou seja, mesmo sendo de amplo conhecimento o fato que o Brasil não foi descoberto haja vista que já haviam populações vivendo nessas terras, para o aplicador da prova ou avaliação isso nada importa porque o conteúdo da disciplina diz só haver uma resposta a pergunta, qualquer coisa que venha a divergir é tida como errada.
O que me leva ao segundo ponto:


2- Em termos de conhecimento humano não existem verdades absolutas pois como tudo quanto é humano é passível de falhas. Tendo em vista essa imperfeição do conhecimento, o modo mais eficaz para vermos nossos erros enquanto pessoas em busca de saberes e conhecimentos é a interação com o outro, ver o mundo por outra perspectiva, a qual muitas vezes nos revela nuances que não nos tínhamos atentado antes. mas que partindo dos diálogos e discussões dentro e fora de classe tornamo-nos plenamente capazes de compreender e assimilar, aumentando assim qualitativamente nosso conhecimento sobre os temas abordados. 
Deste modo, nota-se claramente que a avaliação escrita é válida, desde que embasada nos saberes adquiridos através de estudos, discussões e argumentações coerentes aos temas e vivências do indivíduo e não só no aprendizado por repetição.

Urge mencionar que grande parte dos problemas enfrentados pelos alunos na leitura e interpretação de textos - sejam escritos ou não - advêm do não estimulo e consequente não apreço pela leitura, pois o aluno nas séries iniciais não é estimulado a fazer uma leitura crítica do mundo, admito que claramente crianças de cinco ou seis anos não possuem discernimento para compreender o todo, no entanto elas deveriam ser incitadas a leitura através de livros com figuras e temas que atraiam sua atenção, deste modo fazendo com que adquiram o hábito pela leitura que fará com que possam futuramente ser cidadãos mais capazes de emitir juízos de valor  e assim contribuir para a melhoria da sociedade e seus meios de vivência.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Será que ainda somos capazes de amar verdadeiramente?

A enciclopédia galática define o amor como algo incrivelmente complicado de se descrever, já o Guia do Mochileiro das Galáxias define o amor como algo extremamente doloroso, se puder, evite-o. Mas para o azar dos terráqueos, eles nunca leram o Guia do Mochileiro das Galáxias. Tirando esses aliases e falando sério agora, pergunto-me se ainda somos verdadeiramente capazes de amar outrém. Penso que não amamos como a anos atrás, quando a simples companhia da pessoa amada nos deixava repletos de alegrias e sonhos, quando saíamos para passear sem compromisso com horários, quando o bem-estar do outro era mais importante que o nosso, bons tempos aqueles. 

Infelizmente hoje, em nosso tempo, onde somos "senhores" de nossas vivências, perdemos a capacidade de amar, não digo somente o amor dos namorados e amantes ¹, mas sim o amor pelas pessoas, é incrível que
nos não comovamos mais quando alguém a nossa volta está em dificuldades, o mundo é individualista, sei disso e tal fato preocupa-me um pouco pois é necessário que nos unamos, acredite sei como como tudo termina e você não gostaria do que vi. Os humanos, as pessoas, devem deixar suas diferenças de lado, afinal somos todos iguais, todos compartilhamos o mesmo planeta.

Lembro-me de uma canção que pergunta como nos vão chamar: Geração perdida? Geração Cobiça? Geração em que o bastante não é o bastante? ou quem sabe seremos chamados de Geração do amor. Agora por que citei essa canção, você deve querer saber, simplesmente para falar que ainda temos tempo de mudar, mudar nossas atitudes, nossa convivência com o próximo, independente de cor, etnia, idioma, somos irmãos, isso é que nos importa ou deveria importar, pois cada vez mais a humanidade
caminha rumo a sua ruína. Proclamamos aos ventos que vivemos a era da razão, no entanto que razão é essa que é incapaz de ver o futuro que nos espera?

Aproveito para comentar sobre o amor dos enamorados. Diga-me, quantas pessoas você conhece que estão procurando alguém para um relacionamento sério? quantos jovens querem tão somente "curtir a
vida", "viver o momento" e outras tantas desculpas infundadas para seu comportamento vazio. Justificam-se dizendo que são jovens, que vão se preocupar com a vida quando forem "velhos" e que vive-se só uma vez.
Claro, vive-se somente uma vez, então porquê desperdiçar seu tempo tão precioso construindo um futuro melhor? Por quê se importar em ter alguém ao seu lado? Existem respostas bem diretas a essas questões:
1 - Na vida não existe treino ou segunda chance, fez tudo errado vai viver as consequencias. 
2 - Você se pode divertir muito saindo com uma pessoa diferente toda a noite, mas quem irá te acolher quando você tiver medo? Quem te aceitará como és, com todos os seus defeitos? e o mais importante, quem vai estar contigo quando tudo mais acabar? Por que a sua juventude se irá acabar, seu rosto terá rugas e a idade vai chegar até você, isso é inegável.

Afirmo que não sou contra que você se possa divertir, apenas saiba que tudo isso vai passar, e quando ocorrer é bom que você tenha alguém especial a seu lado. Acredite, você não vai querer terminar só,
envelhecer e perceber que desperdiçou sua existência em coisas fúteis, sei disso. Portanto, encontre com quem partilhar sua vida, tenha em mente que aquela pessoa te escolheu por você ser quem é, seja
sincero(a), seja gentil e saiba que mesmo ele(a) sendo sua outra metade, ainda é uma pessoa independente, por isso não a sufoque com suas exigências, com ciúmes infundados, afinal ela(e) está com você,
seja apenas você, modere seu temperamento pois o amor perdoa, mas até para isso existem limites. Assim, talvez possamos reaprender a amar completamente, pois se você ama uma pessoa, não a dobrará a sua
vontade, vocês encontrarão um meio-termo entre suas vontades, mesmo sendo individuos separados, vocês agora dividem suas vidas e devem fazer coisas juntos, contanto que AMBOS estejam felizes com isso.

¹ uso aqui a palavra amante não no sentido torpe que ela adquiriu com
os anos, mas sim no sentido de pessoa que ama, apaixonada.